Glass Cave
Rodrigo Coelho
Abril 2026
São Paulo, SP
Toda tentativa de prescrutar regiões subterrâneas da terra e do mar pode ser pensada também como uma de compreender nossas próprias profundezas. Lançamo-nos através de terrenos inóspitos moldados por formações geológicas imprevisíveis a fim de também conhecermo-nos melhor em territórios ignotos daquilo que somos. Ademais, ambas se conectam através do distanciamento que promovem entre nós e os meios ruidosos nos quais estamos constante e inevitavelmente imersos.
A possibilidade de uma espeleologia sonora é o que a obra de Rodrigo Coelho busca materializar através de recursos puramente sônicos, sustentando-se na convergência desses mesmos ímpetos primevos de exploração exterior e descoberta interior para nos levar através de ambientes sintetizados que propiciem uma reorientação das hierarquias sensoriais sob as quais moldamos nossas rotinas. Glass Cave é também um elogio ao membro de um certo cânone ocidental que mais se esforçou em apresentar as mais variadas formas tubulares como vias e veículos de uma compreensão musical renovada.
A possibilidade de uma espeleologia sonora é o que a obra de Rodrigo Coelho busca materializar através de recursos puramente sônicos, sustentando-se na convergência desses mesmos ímpetos primevos de exploração exterior e descoberta interior para nos levar através de ambientes sintetizados que propiciem uma reorientação das hierarquias sensoriais sob as quais moldamos nossas rotinas. Glass Cave é também um elogio ao membro de um certo cânone ocidental que mais se esforçou em apresentar as mais variadas formas tubulares como vias e veículos de uma compreensão musical renovada.