A Máquina do Mundo
Numa Gama & Mari Herzer
Abril 2026
São Paulo, SP
Como o próprio termo revela, a imaginação é um processo íntima e fundamentalmente ligado à visão. Criamos imagens mentais as manipulamos a fim de atinar com tudo aquilo que transcende a realidade sensível a fim de torná-la compreensível ou até mesmo suportável, materializando-as através de diversas linguagens para fins variados: artísticos, científicos ou lúdicos. Contudo, como soaria este esforço quando aplicado a forças e dinâmicas que ultrapassam os limites de nossa consciência e mesmo da percepção?
Qual seria a forma sonora que daríamos para fenômenos e eventos que mal cabem em conceitos e tão-somente tornam-se inteligíveis por meio de abstrações que apelam aos olhos? Operar esta complexa representação sônica é uma das façanhas que Mari Herzer & Numa Gama se propõem a concretizar na peça A Máquina do Mundo, uma proposta investigativa acerca das sonoridades possíveis de zonas liminais, mitológicas e tecnológicas. A obra é estruturada em três atos no decorrer dos quais universos, perspectivas e temporalidades coexistem, transitando e colidindo no interior de um mesmo espaço narrativo não-linear, evocando “tempos pré-cronológicos e mundos especulativos que lidam com as ruínas e inadaptação sensorial de um mundo que já existiu”.
Qual seria a forma sonora que daríamos para fenômenos e eventos que mal cabem em conceitos e tão-somente tornam-se inteligíveis por meio de abstrações que apelam aos olhos? Operar esta complexa representação sônica é uma das façanhas que Mari Herzer & Numa Gama se propõem a concretizar na peça A Máquina do Mundo, uma proposta investigativa acerca das sonoridades possíveis de zonas liminais, mitológicas e tecnológicas. A obra é estruturada em três atos no decorrer dos quais universos, perspectivas e temporalidades coexistem, transitando e colidindo no interior de um mesmo espaço narrativo não-linear, evocando “tempos pré-cronológicos e mundos especulativos que lidam com as ruínas e inadaptação sensorial de um mundo que já existiu”.